A
MATEMÁTICA na VIDA das ABELHAS
Pode parecer uma pergunta tonta mas, as abelhas saberão matemática? O
matemático grego, Papus de Alejandría, matemático grego que viveu do ano 284 ao 305,
terá respondido que sim!
O senhor Papus baseou esta afirmação na forma
hexagonal que as abelhas dão aos favos.
As abelhas, quando fabricam o mel, têm que resolver vários problemas.
Precisam de o guardar em compartimentos individuais, de tal maneira que formem
um mosaico sem lacunas, já que têm que aproveitar ao máximo o espaço.
Se só o podem fazer utilizando triângulos, quadrados e hexágonos, porque
terão escolhido os hexágonos, se estes são mais difíceis de construir?
A resposta é um problema isoperimétrico (de
igual perímetro). Papus demonstrou que, entre todos
os polígonos regulares com o mesmo perímetro, tem maior área, aquele que tiver o maior número de
lados.
Por este motivo, as abelhas constroem os favos de forma hexagonal, uma
vez que, gastando a mesma quantidade de cera, conseguem uma maior superfície
para guardar o mel.
Agora a pergunta: E quem é que ensinou isto às abelhas?...
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Todas
as operações matemáticas envolvem cálculos.
Outrora,
o cálculo fazia-se com pedras. Antigamente os gregos usavam seixos para contar
e fazer os seus cálculos elementares. Assim se explica a origem da palavra
portuguesa, cálculo, que em latim, “calculus”,
significa “seixo”.
Até há pouco tempo, o ábaco, com
contas enfiadas em arames, era o instrumento de contagem mais divulgado. Ainda
hoje, um operador com prática do ábaco consegue manipular as contas mais
depressa do que um operador de teclado digital consegue encontrar as teclas!

A primeira máquina de
fazer cálculos foi inventada pelo matemático francês Blaise Pascal em 1642. Esta máquina somava e subtraía
e foi chamada “Pascalina”. Em 1671, o matemático e
filósofo alemão, Gottfried Wilhem vom Leibniz, aperfeiçoou-a
criando então um aparelho que conseguia multiplicar, por adição repetida, e dividir.

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NÚMEROS
CURIOSOS
Um número é capicua quando lido da esquerda para a direita, ou da
direita para a esquerda, representa sempre o mesmo valor, como por exemplo: 88, 343, 7557,
92329.
Para se obter um número capicua a partir de outro, inverte-se a
ordem dos algarismos e soma-se com o número dado, um número de vezes até que se
encontre um número capicua, como por exemplo:
Partindo do número 84:
84 + 48 = 132;
132 + 231= 363 que é um número capicua!
Assim, partindo do número 84 e, depois de 2 operações, encontrámos
o número capicua.
Seguindo os passos atrás
descritos e partindo de um número qualquer podes obter um número capicua. Experimenta!
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Hoje em dia, todas as empresas identificam os seus
produtos com um código de barras.
Cada código de barras tem
associado um número de 13 algarismos, que identifica bem cada produto.

Ü
Os dois primeiros algarismos correspondem ao país;
Ü
os cinco números seguintes identificam a empresa fabricante do
produto;
Ü
os outros cinco formam o número escolhido pela empresa para
identificar o produto;
Ü
o último algarismo é um dígito de controlo que permite detectar
erros nos dígitos do país, da empresa ou do produto.
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Desde há
muitos anos que os poliedros são mencionados nas obras matemáticas. Os
poliedros são sólidos cujas faces têm a forma de polígonos e designam-se
poliedros regulares, se todas as faces forem polígonos
geometricamente iguais e todos os seus ângulos forem também iguais.
Os
cristais desenvolvem-se segundo formas poliédricas. Por exemplo, os cristais de
cloreto de sódio, têm a forma de cubos e de
tetraedros, enquanto que os cristais do alúmen de crómio adoptam a forma de
octaedros. É igualmente fascinante observar a formação de cristais
dodecaédricos e icosaédricos, nas estruturas esqueléticas dos radiolários, que
são animais marinhos microscópicos.
Há um número infinito de poliedros, mas há apenas cinco que são
regulares e, por terem sido descobertos por Platão, são chamados Sólidos
Platónicos!

Os cinco Sólidos Platónicos:
-Tetraedro
-Hexaedro
Ccubo)
-Octaedro
-Dodecaedro
-Icosaedro




Os padrões e as simetrias
abundam em fenómenos naturais. Em 1912, o físico Mas Von
Laue fez passar raios-x num
cristal esférico. Na chapa obtida apareceram pontos escuros, dispostos num
arranjo nitidamente simétrico, os quais, depois de unidos, formaram o seguinte
desenho:

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Existem diversas formas
geométricas no mundo físico, muitas das quais, não são visíveis a olho nu. No
caso particular da trajectória de um electrão, torna-se evidente a formação de
pentágonos.

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DENTRO OU FORA?

î
Se a esticarmos no solo, fica uma
circunferência.
î
Tem um interior e um exterior, como
se fosse uma circunferência.
É fácil determinar se cada ponto, está dentro ou fora, com este
pequeno truque:
O ponto B é interior ou
exterior à curva?

z
Unimos B com um ponto exterior
(neste caso A), com uma linha qualquer (pode ser recta ou curva).
z
Contamos as intersecções desta linha
com o contorno da curva.
Ü
Se
o número de intersecções é ímpar, o ponto é interior.
Ü
Se
o número de intersecções é par, o ponto é exterior.
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Números maiores que a imaginação
o
Gugol e o Gugolplex
Provavelmente,
já se interrogaram, se não haveria um número “maior de todos”. E se calhar, já
tentaram descobrir esse número. Terão certamente pensado, que, esse número
teria de ser tão grande, que encheria todo o universo e, nada maior poderia
existir. Claro que, a ilusão sobre a existência desse número, deve ter durado
pouco, até alguém observar, gozando que isso não passava de uma palermice; por
maior que fosse o número em que se pensasse, existiria sempre o número igual a esse mais uma unidade, obviamente
maior. Lá se foi mais uma ilusão... Mas, houve alguém que não se deixou
desarmar com este argumento e inventou o gugolplex, o maior número que alguém conseguiria alguma vez imaginar. Esse alguém, foi um miúdo de 9
anos, que, para poder descrever o gugolplex, inventou também o gugol.
O GUGOL É 1 SEGUIDO DE 100 ZEROS
|
10000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000 |
Um modo abreviado de escrever este número é: 10 100
E O GUGOLPLEX É 10 GUGOL, ISTO É, 1 SEGUIDO DE UM GUGOL DE ZEROS
É grande, não é? Se escrever 100 zeros, já deu algum
trabalho, escrever um milhão de zeros, deve ser um enorme suplício, então como
será um gugol de zeros? Acho melhor não escrever este
número, para não gastar o papel todo. Mas como imaginar qual a ordem de
grandeza destes números? São grandes, claro, mas 1000, ou, um bilião, também são números grandes. O gugolplex
não é evidentemente o maior número de todos, pois gugolplex
+ 1 ainda é maior, e muito menos é que infinito!
O gugol e o gugolplex
são números que ultrapassam a imaginação? Números que contam mais coisas do que
aquelas que podemos pensar uma vida inteira? Mas não se esqueçam que são
números finitos!
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LÁPIS E NÚMEROS
Há quase cinco séculos, que os povos tiram partido de um simples objecto
de madeira com um pau de grafite incluído – o lápis!
Já lhe chamam o sobrevivente, pois nem os computadores, as canetas ou as
lapiseiras, o conseguem eliminar, sendo actualmente, um utensílio usado em todo
o mundo.

Ë
Leonardo da Vinci desenhou as suas invenções com um lápis de madeira
de cedro.
Ë
Uma árvore pode produzir
300 mil lápis.
Ë
Actualmente, a população mundial gasta por ano, mais de 1 milhão de
metros cúbicos de madeira, no fabrico de, cerca
de 10 milhões de
lápis.
Ë
Cada lápis, pode escrever 45 mil palavras e ser afiado 17 vezes.
Ë
Os primeiros lápis tinham secção
quadrada, só mais tarde, é que passaram a ter secção hexagonal e circular.
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PI
Os egípcios sabiam muito bem trabalhar com razões, ou seja
divisões. Descobriram logo, que a razão entre o comprimento de uma
circunferência e o seu diâmetro, é a mesma para qualquer circunferência, e o
seu valor é um número “um pouquinho maior que 3”!
É
a essa divisão (ou razão), que hoje, chamamos pi.
No " Palais de la Découvert", em Paris,
numa das salas do pavilhão de Matemática, existe o valor de pi,
escrito em volta de toda a sala, com 731 decimais.
Hoje, os cérebros electrónicos,
calculam o valor de pi, com muitas centenas de
decimais.
Existem também, os artifícios mnemónicos, para a escrita dos
algarismos do número pi , e, "a quantidade de letras de cada palavra fornece o
algarismo correspondente.
Vejamos alguns exemplos:
1 – "Ama a Deus e
segue fielmente as lições dadas por Jesus Nazareno."
3 1 4 1 5 9 2 6 5 3 5
8
(p = 3,141 592 653 58 ... )
2 – "Sou o medo e pavor constante do menino vadio, bem
vadio."
3 1 4 1 5 9 2 6 5 3 5
(p = 3,141 592
653 5 ... )
3 – "Que j’aime à faire connaître ce
nombre utile aux sages!"
3 1 4 1 5 9 2 6 5 3 5
(p = 3,141 592 653 5 ... )
4 – "Yes, I have a number."
3 1 4 1 6
(p = 3,141 6 ... )
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O Zero
Apresenta-se o zero. Ninguém dá nada por
ele, mas é um dos mais extraordinários personagens do
mundo da matemática.
Nasceu na Índia, e o seu baptismo foi uma
cerimónia complicadíssima, que durou anos e anos… Os Árabes puseram-lhe o nome
de “sirf”, que significava “vazio”.
Depois, os matemáticos traduziram o nome para latim e passaram a chamar-lhe, “zefirum” (embora outros lhe chamassem “cifra”).
Com o tempo, “zefirum”, acabou em “zero”,
que é uma palavra mais fácil de dizer do que “zefirum”…
Durante muitos séculos, no entanto, muitos
matemáticos teimaram em chamar-lhe “cifra”. Mesmo no século XIX, o
grande matemático Gauss, escrevia “cifra”,
e não “zero”.
Os árabes, foram
buscar à Índia, o misterioso zero, símbolo que representava um “vazio”.
O problema tinha surgido quando, na Índia, quiseram escrever os números (não se
podiam guardar todas as contas na cabeça, por muito boa memória que houvesse
naqueles tempos de boa memória…). Ora, era fácil dizer, por exemplo, que um
certo rebanho tinha quinhentos e um carneiros (isto é, cinco centenas, nenhuma
dezena e uma unidade); mas como escrever isso? Se só existissem, o símbolo 5 e
o símbolo 1, e se quisesse colocar o cinco na coluna
das centenas e o 1, na coluna das unidades, como se poderia escrever que, entre
os dois, havia uma segunda coluna, a coluna das dezenas, sem nenhuma
quantidade, isto é, “vazia”? Então zero apareceu para resolver um problema da
escrita dos números.
Daí em diante, a vida do zero foi uma
verdadeira aventura. Muitos povos ignoraram-no durante séculos (a numeração
romana, por exemplo, não tem zeros): para que é que servia um sinal que não
representava quantidade nenhuma? Ninguém vê zero vacas num campo nem zero
estrelas no céu… Para quê contar, ou medir, nada? Na idade média, o pobre zero,
chegou mesmo a ser considerado, como uma criação do diabo!
Hoje a matemática não existiria sem o zero.
Apesar disso, ele continua a não ser um número como todos os outros. É um personagem estranho e original, que troça permanentemente
do nosso senso comum: não é um número positivo, nem um número negativo, e é
duas coisas ao mesmo tempo; é o único número que é igual ao seu oposto; na
adição e na subtracção, comporta-se como se lá não estivesse; na multiplicação,
pelo contrário, absorve todos os outros factores; por fim, quando numa divisão,
é o divisor, torna-a completamente indefinida…
Não se pode dizer que, quanto a
comportamento, o zero seja uma pessoa, isto é, um número certinho…
Manuel
António Pinha/Pedro Proença
Pequeno
Livro de Desmatemática
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Um Matemático traquinas
Carl Friedrich Gauss (1777- 1855) foi um dos maiores matemáticos de todos
os tempos
Desde criança
começou a revelar o seu talento. Na escola todas as tarefas eram demasiado
fáceis e por isso ele aborrecia-se.
Conta-se que um dia, para tentar mantê-lo ocupado, o
professor pediu-lhe para calcular a soma de todos os números inteiros de 1 a
99. Os planos do professor saíram gorados porque o jovem Gauss
deu a resposta imediatamente e sem escrever nada.
Qual foi o valor obtido por Gauss para a soma
dos números inteiros de 1 até 99?
Para obter essa soma, Gauss colocou duas séries
de números do seguinte modo e observou que as somas de todas as colunas eram
iguais:
|
|
1 |
+ |
2 |
+ |
3 |
+ |
4 |
+ |
... |
+ |
96 |
+ |
97 |
+ |
98 |
+ |
99 |
|
|
|
99 |
+ |
98 |
+ |
97 |
+ |
96 |
+ |
... |
+ |
4 |
+ |
3 |
+ |
2 |
+ |
1 |
|
|
|
100 |
|
100 |
|
100 |
|
100 |
|
… |
|
100 |
|
100 |
|
100 |
|
100 |
|
O que fazendo
as contas dá: 99x100 = 9900
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Na acústica e na música, a ciência e a arte
do som, temos um exemplo notável da associação entre o belo e o número.
A música
exprime, com efeito, todos os sentimentos e influi sobre todos os estados da
alma humana. Exprime a alegria e torna-a mais viva; exprime a dor e torna-a
mais suave; exprime as paixões e torna-as mais calmas; exprime o sentimento
religioso e torna-o mais espiritual; exprime o amor e torna-o mais puro.
Descreve
as belezas do campo, com os murmúrios dos regatos, os cantos das aves, o
sussurro do vento, o ribombar dos trovões e os cantos dos pastores.
Todas
estas maravilhas do som, são afinal, o resultado de grupos de vibrações,
numericamente determinadas e dadas em tempos medidos, que os instrumentos
musicais produzem, o ar leva ao ouvido, e de lá, passam ao cérebro, que,
misteriosamente as transforma em tão variados efeitos.
Para
que estes grupos de vibrações formem acordes harmoniosos, é necessário que
satisfaçam certas condições numéricas.
Podemos
dizer que a música, com os seus tempos e acordes medidos, é a Matemática do
ouvido.
Desde tempos
remotos, que a música e a matemática, andam ligadas. Durante a época medieval,
os currículos educativos agrupavam em conjunto a aritmética, a geometria, a
astronomia e a música. Os modernos computadores perpetuam hoje esta ligação.
A escrita de
partituras é uma primeira área onde a matemática revela, obviamente, a sua
influência na música. Na linguagem musical encontramos o andamento
(quaternário, ternário etc.), o ritmo, as notas breves, semi-breves e por aí
adiante. Escrever música de forma a preencher uma certa quantidade de tempo com
n notas, é semelhante ao processo de encontrar um
denominador comum. As diferentes durações das notas devem encaixar numa medida
específica de um dado compasso. Quando se analisa um trabalho acabado, todas as
porções têm prescrito o número de batimentos, usando as várias durações
requeridas para as notas. A juntar à relação óbvia entre a matemática e as
partituras musicais, a música está relacionada com razões, curvas exponenciais,
funções periódicas e ciências da computação. Com as razões, os pitagóricos
foram os primeiros a associar música e matemática. Descobriram a relação entre
a harmonia musical e os números inteiros, ao reconhecerem que o som provocado
por uma corda percutida, dependia do seu comprimento.
Descobriram também que os sons harmónicos eram produzidos por cordas com a
mesma tensão, com comprimentos formando razões de termos inteiros – de facto,
qualquer combinação harmónica, resultante da percussão de cordas,
pode ser expresso como uma razão
entre números inteiros. O aumento do comprimento da corda, segundo essas
razões, permite a obtenção de uma escala inteira.
Alguma vez se interrogaram sobre a forma de um piano de
cauda? Na realidade, muitos instrumentos têm formas e estruturas, relacionadas
com vários conceitos matemáticos. As funções e as curvas exponenciais fazem
parte desses conceitos.
O estudo da natureza dos sons musicais atingiu o apogeu com
o trabalho de John Fourier,
um matemático do século XIX. Ele demonstrou que todos os sons musicais –
instrumentais ou vocais – podiam ser descritos por expressões matemáticas,
as quais eram as somas de funções periódicas simples de senos.
Sem a compreensão da matemática da música, não teria sido
possível, o progresso na utilização de computadores na composição musical e a
concepção de instrumentos.
As descobertas matemáticas, nomeadamente das funções
periódicas, foram essenciais na moderna concepção de instrumentos musicais e na
concepção de computadores activados pela voz.
“A música é o prazer que a alma humana sente em contar, sem ter
consciência de que está a contar.”
Leibniz
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Gigantes
numéricos
O tamanho de um mosquito é cerca de 7mm de comprimento.
Qual será o seu comprimento se o
aumentarmos 1 milhão de vezes
?

Multiplicamos 7mm por 1 000 000, que dá 7 km;
Aproximadamente a largura de uma grande cidade!
Que altura terá um homem, um milhão de vezes
mais alto que o normal ?

Terá cerca de 1700 km .
Com um passo ele poderia ir de Leninegrado a Moscovo e, se ele se deitasse estendia-se
desde a Finlândia até à Ucrânia!
A espessura do cabelo
humano é cerca de 0,1 mm.
Que tamanho terá uma banda com
um milhão de cabelos ?
A largura chegará
aproximadamente a 100 metros.
Não caberia numa porta !
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Anões
numéricos
O mundo dos anões numéricos é formado pelos
números que são muito mais pequenos que a unidade. Para os
encontrar-mos temos que dividir a unidade por 1
milhão, 1 bilião, 1 trilião, etc.

Podemos perguntar:
Para que servem números tão pequenos?
Em que é que se utilizam?
Quais são as distâncias mínimas que se podem medir na natureza?

No sistema métrico, a unidade mínima de
comprimento é o milímetro que serve para medir objectos visíveis a olho nu.

Mas para medir bactérias
e outros objectos, que só são visíveis com potentes
microscópios, o milímetro é excessivamente grande!
Os
cientistas usam o mícron, que é 1000 vezes menor
que o milímetro
Por exemplo, os glóbulos vermelhos que
existem no nosso sangue têm um comprimento de 7 mícron e uma espessura de 2
mícron.

Mas também o mícron é muito grande para as distâncias que
se medem na física. A molécula, a mais
pequena partícula, das quais são formados todos os corpos da natureza, e os
átomos, que formam as moléculas, têm dimensões
desde 1 centésima até uma milésima parte do mícron.

O átomo formado por
um núcleo e por electrões
que giram à sua volta, têm dimensões desde uma
centésima até uma
milésima parte do mícron.
Vamos
comparar!
Se
compararmos as dimensões do átomo com as de uma partícula de pó, o cálculo
mostrará que o electrão é menor do que a partícula de pó, aproximadamente
tantas vezes como a partícula de pó é menor que, a esfera
terrestre!
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Os números irracionais são aqueles que
não podem ser representados nem por uma dízima finita nem por uma infinita
periódica, ou seja, quando tentamos escrever números irracionais na forma de
números decimais, vemos que se tratam de dízimas não finitas e não periódicas.
Exemplos:
Raiz quadrada de 2=1,414221...
Durante
milhares de anos, os matemáticos tentaram arranjar métodos para obter
aproximações decimais mais exactas dos números irracionais.
Considerando
o tempo e o esforço gastos na concepção de tais métodos, não podemos deixar de
ficar espantados pelo facto de ser possível determinar com exactidão o valor de
muitos números irracionais através do Teorema de Pitágoras. Os matemáticos
gregos da Antiguidade demonstraram o Teorema de Pitágoras e utilizaram-no na construção
de linhas com o comprimento exacto de números irracionais. Vamos ver como:

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Os hexágonos da natureza
Muitas das criações da natureza
são espantosos modelos de objectos matemáticos.É disso exemplo, o hexágono regular. O hexágono é uma figura
de seis lados, e diz-se regular se todos eles tiverem o mesmo comprimento e
se os seus ângulos tiverem todos a mesma amplitude.
Ao caminhar numa estrada coberta de neve
estamos, na verdade, no meio de um conjunto magnífico de formas geométricas.
O floco de neve é um dos exemplos mais excitantes de simetria hexagonal da
natureza. |
|
(…)Os flocos de neve que batiam no rosto do Roberto,
foram-se tornando maiores e ele reparou que nenhum daqueles flocos de neve
era igual. Todos eles eram diferentes, grandes e brancos, e a maioria tinha
seis pontas. E quando se olhava com mais atenção, via-se que o padrão se
repetia: estrelas de seis pontas dentro de uma estrela de
seis pontas, raios que se dividiam em raios cada vez mais pequenos, dentes
que produziam outros dentes. (…) In “O Diabo dos Números” |

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A curva do
floco de neve
A curva
do floco de neve tem este nome devido à forma semelhante que os flocos de neve
assumem quando se formam. Para gerar uma destas curvas começa com um triângulo
equilátero.
Divide-se
então cada lado do triângulo em três partes iguais. Em seguida, faz-se um
triângulo equilátero para o exterior, a partir dos pontos resultantes da
divisão dos lados originais, mas apaga-se a base do novo triângulo que está
sobre o lado do antigo. Continua-se este procedimento em todos os
triângulos equiláteros entretanto formados, dividindo em três partes os lados e
construindo novos triângulos. É assim que, a partir da repetição deste
processo, é gerada a curva do floco de neve.
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O pentágono e o pentagrama

A propriedade
mais importante do pentagrama não se encontra na sua auto – réplica, mas está escondida
dentro das linhas da estrela, que contêm uma forma – número: a razão de ouro.

|
|
Podemos
continuar assim sucessivamente, que o resultado é sempre o mesmo.
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A Garrafa de Klein

A garrafa de Klein é um objecto muito intrigante. Felix Klein, um matemático alemão
(1849 – 1925) concebeu um modelo topológico representado por uma garrafa
especial que tem apenas uma superfície. A garrafa de Klein
tem uma parte exterior mas não tem interior, visto passar através de si
própria. Se deitássemos água num orifício, ela voltaria a sair pelo mesmo
sítio.
Nesta garrafa , não
se sabe o que está dentro e o que está fora. Vamos imaginar que a queríamos
pintar de azul por dentro e de vermelho por fora. Isso não seria possível. Na
verdade ela não tem uma borda em sítio algum. Nunca poderíamos descobrir onde
terminaria o lado vermelho e começaria o lado azul.
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QUANTO TEMPO LEVA A CONTAR um MILHÃO?

Falamos de milhares de milhões, sem nos
aperceber-mos,
por vezes, que se
trata de enormes quantidades!
Para termos uma ideia da ordem de grandeza
destes números,
se começarmos a
contar, a partir do um à velocidade
de um número por
segundo, vejamos o tempo
que levamos:

|
Para contar até: |
Gastamos aproximadamente: |
|
1000 |
17 minutos |
|
10 000 |
2 horas e 47 minutos |
|
100 000 |
1 dia, 3 horas e 47 minutos |
|
1 000 000 |
11 dias, 13 horas e 47 minutos |
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PALÍNDROMOS
NUMÉRICOS
Um palíndromo é
uma palavra, frase ou número que se lê da mesma forma da esquerda para a
direita e da direita para a esquerda.
Eis alguns exemplos:
1. OVO
2. 10233201
3. ROMA É AMOR
4. 21512
5. ADIAS A SAÍDA
6. 666
7. SOCORRAM-ME SUBI NO
ÔNIBUS EM MARROCOS
Aqui está uma curiosidade numérica interessante:
Começa
com um número inteiro qualquer;
Adiciona-lhe
os números formados pelos mesmos algarismos mas dispostos por ordem inversa;
Continua
assim sucessivamente até encontrares um número capicua.

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O Número
do Bilhete de Identidade
|
Certamente já ouviste alguém dizer que o algarismo suplementar que se
segue ao número do BI indica o número de pessoas em Portugal que têm um nome
exactamente igual ao do portador do BI Afinal de contas,
o que representa o misterioso algarismo suplementar que se segue ao número
do nosso BI? |
|
Em primeiro lugar, ele não representa o número de pessoas com o
mesmo nome ou qualquer outra disparatada hipótese deste tipo. O algarismo
suplementar é apenas um algarismo de controlo que detecta se o número do BI
está correctamente escrito ou não. |
